* Imagem: Minha vida
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Por falar em medoooooo... Levante a mão, o pé e até o chinelo quem não tem medo ''de'' algo ou alguma coisa? Confesso que já tive medo de dentista quando criança. Medo ''da agulha da anestesia'' ou do ''tirador de dente'' ( rsrs).
Pensando em compartilhar uma memória afetiva, aproveitei e fiz a personagem ''Nina'' contar para a sua comadre Maria deste medooooooooooooooooooo, mas de forma bem humorada.
Para quem não conhece a personagem ''Nina'', ela foi criada na época da Pandemia do COVID-19. Eu fui mais uma ''na estatística'' de infectada pelo vírus.Foram dias de muito medo e preocupação com a minha vida e dos meus familiares.
Pois foi após a minha recuperação que observei prejuízos nas minhas capacidades cognitivas como: diminuição da concentração, dificuldade de sustentar a atenção, dificuldade de dar continuidade em diálogos e perde de memória.
Por certo que perda do olfato e da gustação, além de perda de cabelo e até de alteração na dentição veio como consequência deste vírus, mas Deus me deu a oportunidade de escrever uma nova história, e aqui estou!
Boraaaaaaaaaaaaaaaa conhecer a Nina que me ajudou a ressignificar a vida e me ajudou no processo de pós-covid. Em todos os sentidos! Ahhhh ela não é fofoqueira. Atualizar dados é a sua ''especialidade''
Alda de Cássia
Segundo o Google os tipos de abraços são: ‘’ 1. Abraço de urso – bem apertado, ergue o amigo do chão; 2. Abraço de lado – os amigos ficam lado a lado e se abraçam; 3. Abraço pelas costas – o amigo abraça o outro pelas costas; 4.’’
Pois bem, ele pode ser ‘’no meio do dia’’ ou no final da tarde ou ‘’no calar da noite’’. No meio da rua ou na porta da casa. Pode ser de um amigo ou de um familiar ou de um colega de trabalho. Sei lá! (rs rs)
Na época da pandemia do covid-19, ele era ‘’proibido’’, pois poderia ser ‘’ mortal’’. Quem estava acostumado a dar, tinha que ‘’descostumar na marra’’. Quando ele foi ‘’liberado geral’’, o significado poderia ser de vitória ou de consolo... Foram muitos abraços ‘’de cá e de lá’’.
Aonde desejo chegar? Num
abraço, mas como estou aqui e você do outro lado da tela... Vou abraçar a palavra
DISTÂNCIA, e espero que o meu abraço chegue bem apertado à você.
Alda de Cássia
Imagem: whatsapp
Era uma vez, um pequeno e belo pássaro que vivia sozinho em uma grande gaiola. Passava os dias na sala dos seus donos. Dormia, acordava e assistia televisão. O seu mundo eram as almofadas coloridas, os tapetes e a filha do dono.
Só que o pássaro cresceu e, com isso, começou a sujar a sala. Durante as tardes era tirado da gaiola, fazendo barulho porque, entediado, queria mudar de vida.
Um dia, por descuido, fugiu! Voou bem rápido e o mais alto que suas asas puderam alcançar o voo. Saiu pela sacada e ganhou o mundo.
Encantado com a nova vida e curioso, experimentou tudo. Bebeu água suja do lago, comeu restos de biscoitos do parque, dormiu no relento da noite. Sempre acordava atordoado, pois o barulho da sirene da polícia o despertava.
Passaram-se três longos invernos e o pássaro começou a sentir a falta de casa. Não tinha mais interesse em voar. As gotas da chuva quando caiam entristeciam cada vez mais o seu coração. Quando chovia, a pequena Letícia corria até ele e dizia com ternura:. “ A chuva molha as plantas e eu te batizo com essa água, meu amigo passarinho com todo o meu carinho”.
Numa bela tarde, uma colorida borboleta chegou pertinho dele e disse: “Por que triste estás? O que foi ? ” Ela queria entender. O pássaro assim contou sua triste estória.
A borboletinha então, convidou-o para juntos procurarem a sua casa.Voaram de norte a sul e, exaustos, pousaram sobre a beirada de uma sacada. Foi quando o pássaro viu aquelas únicas e coloridas almofadas e começou a cantar . A pequena Letícia saiu correndo em sua direção e o afaga como se o tempo não tivesse passado. Para a amizade não há tempo e sim atemporalidade.
Para refletir:
Quando a vida parecer que não tem razão de ser e desejares mudar, não mudes de casa, de rua ou de país. Muda de tua habitação chamada comodidade e vai à luta sabendo o que desejas da vida. O voo, então, não será em vão. E voarás no tempo certo! No tempo de colheitas fartas e prósperas!
Autora: Alda de Cássia
Arte: Vitória de Cássia
Lembro-me quando nasceu meu primeiro filho. Ele é fruto do amor que nutri por anos pelo meu marido José! Ah! José, o meu velho, é companheiro, marido e amigo. Casar é fácil, mas ficar mantendo uma relação por deveras é muito difícil. Somos seres únicos, individualizados e o matrimônio não te permite conjugar mais a palavra meu. Tudo tem que ser compartilhado. Amor dividido e até as dívidas, creia nisso, também.
Pois bem ! A história que vou contar a você é um exemplo de um ser muito especial em minha vida: Minha mãe-madrinha, que é exemplo de dedicação. Ela morava no interior do Pará, teve 7 filhos e apenas 4 resistiram à fome de uma terra castigada pela grandes enchentes do rio Araguaia.
Eu era adotiva, mas era tratada como filha legítima. Fui amada por meus irmãos adotivos e juntos dividíamos um pedaço de pão e até um prato de feijão, quando a estiagem chegava em nosso terreno.
Estudávamos em uma escola de chão batido. De poucas cadeiras, mas existia um ser angelical que se chamava professora Teresinha. Tão dedicada, até comprava cadernos quando sobrava algum dinheiro do seu salário. Mas, caderno a que me refiro se chamava “borrachura”, folhas de pão costuradas a barbante. Merenda escolar ? Confesso que na época era um bocado de migalhas de pão ao leite de cabra. Lembro-me o quanto era difícil dividir um lugar na mesa de barro, pois éramos 37 crianças em uma mesa que não dava nem 20 pratos. Mas como Deus é bom, comíamos bem espremidinhos e felizes.
Não me estenderei muito, pois minha estória é longa, cheia de caminhos incertos, onde as tristezas e as alegrias fizeram parte da minha adolescência. Ah! Tempo que não volta mais ! Meus 80 anos pesam-me nas pernas já tão pesadas. Ando devagar por que já tive pressa ! Repetindo uma parte de letra uma música que gosto de ouvir aqui em casa.Tive espinhas que um sebo de Holanda resolvia. Comer chiclete, ou melhor, mastigar pão duro para ficar mais tempo na boca era chique na época. Hoje, se masca chiclete que os dentistas recomendam. Como tudo muda ! Não é verdade?
Queria mudar o mundo ! Mas, agora sei que é preciso mudar a si mesmo para transformar o mundo em um local melhor para se viver. Música ? Viola e muita cantoria me fazia sacudir o esqueleto. Não tínhamos vícios e também não tínhamos tempo para nos divertir. Carregávamos galões de água na cabeça porque o poço com água cristalina ficava a cerca de 5 metros de nossa humilde casa. Acho que, é por isso que tenho um furinho na cabeça igual boto, que vira e mexe me incomoda.
Ah, essa doce felicidade que tantos desejam ! Casa grande, carro na garagem, um emprego seguro, um casamento dos sonhos. Mas muitos tão solitários em meio à multidão ! Minha felicidade chamava-se açaí com tapioca e peixe na brasa. Ficava salivando quando minha mãe fritava aquela gostosura.
A vida melhorou, tenho que confessar. Pois, além de meu pai, um excelente pescador, eu e meus irmãos já trabalhávamos. Meu trabalho era em um cartório. Que tempo bons ! Lembro-me que cada criança era um registro e nunca esqueço de um nome que me chamou muita atenção: Preciosa aos olhos do Pai Santos Silva. Estava tão curiosa naquela época que perguntei ao pai a origem do nome. Ele me disse em prantos:
“Minha filha é um presente de Deus. Ela nasceu roxinha, não chorou, mas minha esposa neste momento pediu a Deus: .... “Salve meu Pai a minha filha! Ela é preciosa pra mim sabes disso”.... e aconchegou-a em seus seios e ao erguê-la aos céus, ela chorou.
Chorei ao ouvir a história e choro agora quando relato a você. A felicidade, meus caros, não deve ser um calçado que só servirá em seus pés, mas que possa ser ajustado em quem é o seu companheiro de viajem nesta estrada chamada vida.
Termino aqui, com a esperança de ter jogado em seu coração uma semente chamada esperança. Semente que crescerá todas as vezes que você regá-la com a água da coragem e perseverança para lutar por seus ideais e morrerá quando duvidares da sua capacidade. Só os pessimistas recolhem a bandeira da vitória sem terem partido para a batalha .
Pense nisso !
Autora: Alda de Cássia
Arte: Vitória de Cássia
1
Dobrar o lençol assim que levantamos para que o
nosso anjo da guarda acorde;
2 Não deixar o sapato virado de cabeça para baixo
para não chamar o azar;
3 Não passar debaixo da escada pelo mesmo motivo,
só que o azar é por 3 anos;
4
Não se olhar no espelho quebrado, pois o azar
multiplica por 7 anos;
5 Beijar o
resto de pão antes de jogar no lixo para não faltar comida em casa;
6
Diante de pesadelos, colocar o pijama do avesso
para o pesadelo ir embora;
7
Entrar com o pé direito em um lugar desconhecido
para dar sorte;
8
Benzer-se antes de tomar banho;
9 Pular 3 vezes após achar um objeto para agradecer a São Longuinho;
10 Não dar presente que recebeu para não tirar a
sorte;
11 Abrir o guarda-chuva dentro de casa dá azar;
Perguntinha: Você faz alguma delas ou não? Quais as suas superstições ou crendices populares de sua região?