terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Super dica de filme!

 Sabe um filme que faz você repensar sobre sua vida? Que faz você refletir sobre suas atitudes em relação ao outro? Pois é, o filme tem tudo isso e mais um pouco!


O filme conta a história de um médico cirurgião famoso e arrogante. Sabe aquele médico que trata o paciente por uma doença ou um leito na enfermaria? Sim, aquele que vê apenas ‘’mais um para atender ou operar’’?

Sim, este médico era assim, mas algo aconteceu. O quê? Ele descobriu que tinha câncer na garganta! Com a notícia dada por uma médica, ‘’sem calor humano’’, ele entrou em ‘’choque’’.

A luta pela cura, o fez ter contato com pacientes que estavam passando pela mesma situação. Entre os inúmeros tratamentos sem êxito, até o sofrimento da notícia da perda do companheiro de tratamento.

Muito emocionante ! 

Super dica de hoje!


Alda de Cássia 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Será que dinheiro é consequência do trabalho?

Digo sempre: "Dinheiro é consequência do trabalho e não prioridade!’’. Até porque, trabalhar sem prazer, sem exercício de dom, só para ganhar dinheiro no final do mês para as compras diárias, deve ser algo muito ‘’sem vida’’.


Sim, porque devemos todos os dias viver e não sobreviver. É claro, que temos os dias ‘’ruins’’, mas temos também os dias de ‘’agradecimentos’’. De fato, se você parar para pensar está vivo e é presente de Deus diário. Devemos agradecer!Não é verdade?

Ok! Sei que algumas vezes passamos por adversidades, no entanto com determinação, fé, coragem para mudar o rumo da situação, vamos indo. Não vá me dizer, que você nunca  teve aquele dia em que pensava que não iria conseguir  sair do "fundo do poço’’? Quando falo do ‘’fundo do poço’’, quero dizer daquele dia que você pensa que "não tem mais jeito". Que tudo já está perdido’’. Acertei?

Mas, onde quero chegar???? Quero falar sobre um amigo nosso, o André, um jovem adulto com Síndrome de Down, que tem  mais de 45 anos de idade. Por que digo jovem adulto? Porque, todos somos todos jovens adultos. Sim, sabe por quê? Porque, sempre buscamos nos reinventar todos os dias, principalmente no cenário atual.

Os jovens são bem assim! A algumas mulheres depois dos 40 anos de idade buscam "um creme milagroso’’, uma roupa  mais "jovial’’. Os homens um "corte" de cabelo mais "estiloso’’ ou ter um jeito mais "despojado’’ .Será que estou exagerando? Pode concordar ou discordar!

Opssssssssssssssssss...Já fugindo do tema! Que coisa feia, Alda!(rs)


Um dia, ele apareceu na porta da sala do setor onde trabalho...Daí, perguntei: "Você gosta de trabalhar? Ele respondeu: "Sim, boneca! O trabalho faz muito bem. Gosto de ajudar no que posso. Procuro ser responsável, chego bem cedo lá!’’. Quando perguntei: "Você gosta do que faz?’’.

Ele prontamente falou: "É claro boneca! Sou livre. Eu tento ser bom naquilo que faço!’’...Uau que bela lição de vida. Não é mesmo? Exemplo que leva a reflexão.Minha pergunta: Você é bom naquilo que faz?


O que dizer? Ser livre é amar o que fazemos. Como Santa Teresa de Calcutá dizia: "Não é o quanto fazemos, mas quanto amor colocamos naquilo que fazemos. Não é o quanto damos mas, quanto amor colocamos em dar!’’.

Para refletir!

Alda de Cássia 

 *Foto: Arquivo Pessoal

domingo, 27 de dezembro de 2020

Super indicação: O pianista

 

*Imagem*
Meu Deus! Que filme! Fiquei chocada com o que assisti. Consegui assistir todo o filme? Não, não. Foi demais para o meu coração! Confesso que sou extremamente emotiva diante de injustiça e maus-tratos, principalmente se o filme retrata uma realidade.

Sim, o filme foi baseado em uma história real! Você poderia perguntar por que fiz indicação aqui no blog deste filme? Por que, é preciso que atrocidades com essas sejam de conhecimento público, já que é para ver as consequências da guerra anti-semita!

Qual filme? ‘’O Pianista, ‘’filme ganhador de 3 Oscars: um melhor ator (Adrien Brody), melhor diretor (Roman Polanski) e Melhor Roteiro Adaptado. E ganhou 2 Bafta de melhor filme e melhor diretor.

O brilhante pianista polonês e judeu, Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody), é obrigado a fugir com sua família após a rádio onde trabalhar ser bombardeada.

Escondidos em um apartamento, eles presenciaram judeus sendo mortos à queima roupa, um senhor sendo jogado pela janela, pois não se levantou diante da Gestapo (Policia Nazista).

Por que ele não levantou? Porque era deficiente físico e não tinha como cumprir a ordem. Sim, quando vi a cena fiquei ‘’chocada’’ e na hora pensei: "Eles são desprovidos de amor ao próximo!’’.

O certo é, que o jovem pianista foi obrigado a viver no gueto de Varsóvia depois que fugiu da deportação, mas sua família e amigos não tiveram sorte, então foram humilhados e levados para os campos de extermínio.

Enfim, o jovem pianista passou a viver escondido nas ruínas da capital, já que era a única forma de sobreviver diante de um dos maiores extermínios da humanidade.

Um filme que serve de reflexão!
Assista o trailer do filme!
Alda de Cássia 

*Imagem: Adoro Cinema

 
                      https://youtu.be/6NXjPxA_z0Q

sábado, 26 de dezembro de 2020

Os melhores momentos

 


Penso que é preciso estar inteiro naquilo que estamos fazendo, caso contrário não vamos aproveitar o aprendizado recebido. Bem, quando falo para as mães: "Olhe nos olhos do seu bebê neste momento da amamentação. Veja o seu presente de Deus nos seus braços. Crie vinculo mãe/filho. Um olhar tão importante que até é capaz de estimular maior produção de leite".

Precisamos estar inteiros para sermos capazes de produzir o nosso melhor! Sem meio olhar, sem meias palavras e sem meio prazer de estar fazendo o que estaremos fazendo. Fico complicado? Desenrola mano (a) e fica inteiro (a). (Rrsrs).

Enfim, que eu e você possamos estar sempre inteiros para viver o momento e assim viver o momento ...Os melhores momentos são vividos quando estamos ''inteiros'' para o outro ou para aquilo que estamos vivendo.Não é verdade?

Alda de Cássia
*Foto: Arquivo Pessoal 

Terapia Ocupacional


 

Atendimento/Estimulação Precoce/Antes da Pandemia 

Eu vou tentar falar de forma acessível sobre o trabalho do terapeuta ocupacional aqui no blog Diário das Gêmeas Paraenses já que, sou terapeuta ocupacional.

O Terapeuta Ocupacional objetiva a qualidade de vida.(dentre tantos objetivos específicos a serem citados)Utiliza a atividade o fazer humano, como forma de tratamento.

Através de AVD´S (atividades de vida diária) e AVP´S (atividades de vida prática), o terapeuta ocupacional tenta reabilitar pacientes com distúrbios neurológicos, por exemplo.

Há 20 anos trabalho com crianças com deficiência intelectual e múltipla na Apae Belém. E a cada dia me surpreendo com as conquistas de cada criança. A cada dia recebia como ''presentes'' sorrisos, beijos e conquistas cognitivas e motoras. Com a Pandemia  o distanciamento veio, o ''soquinho'', mas aquele olhar de ''sorriso de Deus '' permanece seja presencial ou on line.

Sempre falo para os pais, durante a avaliação : "Ele pode até ter limitações, porém possui potencialidades para crescer e aprender, mas o principal ele têm: "Pais que o amam e estão dando a maior prova de amor incondicional ...Acreditar que são capazes de vencer suas limitações".


Minha mensagem final para quem é terapeuta ocupacional ou deseja ser : "Trabalhe com amor. Ame o que faz. Não seja mais um terapeuta ocupacional e sim "a(o) terapeuta ocupacional", que cumpre sua missão com louvor.

Seja rico em sabedoria e pobre  em arrogância. Seja ambicioso em buscar melhora da qualidade de vida e aumento da autoestima dos seus pacientes e não se esqueça que Deus nos deu o dom de ajudar o nosso próximo. Então, faça o seu melhor, doe-se ao infinito, para que Deus um dia dê em você um abraço de muito obrigado, por ter amado o seu irmão e cumprido a sua missão na terra.

Alda de Cássia
Foto: Arquivo Pessoal -Domínio Público 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Super dica de filme: Somos tão jovens

 

O filme é: ’’Somos tão jovens - Você conhece o mito, agora conheça a história’’, de Antonio Carlos da Fontoura, com Thiago Mendonça interpretando Renato Russo. ‘’Somos tão Jovens’’ apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma de Rock de Brasília’’. 

O filme é uma obra-prima, pois, conta a história de Renato Russo, um homem que desejava ser roqueiro. No inicio ele dava aulas de inglês, mas o que ele realmente queria era ser famoso, para ter suas músicas reconhecidas e cantadas.


Não era ambição por dinheiro, mas por liberdade de expressão, do livre pensar. Sua primeira banda foi ‘’Aborto elétrico’’ que desde que foi criada vivia em conflitos entre seus componentes Renato Russo queria cantar suas insatisfações como o seu País e com tudo que discordava.


Seus pais foram parceiros do inicio ao final de sua carreira. Com as desavenças constantes, a banda ‘’Aborto Elétrico’’,’’abortou’’ como disse Renato Russo e, então, ele resolveu ‘’dar mais vida’’ as suas músicas e, em carreira solo, cantou a música ‘’Eduardo e Mônica’’ em homenagem aos seus amigos.


Do ‘’Aborto elétrico’’ à’’ Legião Urbana ‘’ o filme permeia o universo de Renato Russo. Uma verdadeira ‘’ volta ao túnel do tempo’’. Tendo músicas sendo cantadas, o que deixa o filme com um ‘’gostinho’’ de quero mais a cada música tocada.


Não dá para assistir sem cantar junto cada música. Recordei assim, minha adolescência. Vivi com eles cada momento, em cada cena. Realmente um filme grandioso e que desejo que todos assistam.


Músicas como: ’’Eduardo e Mônica’’, ‘’Que País é Esse’’, "Geração Coca-cola’’ e ’’Será’’, ''hoje a noite não tem luar'' entre outras,  são de ‘’puro rock roll’’ .Quem não gostava muito de Renato Russo após assistir o filme vai gostar.Quem não entendia suas músicas vai compreender.Quem nunca o escutou...Prepare-se!...Você não será mais o mesmo!!!

Assistam!!
Vale a pena!!

P.S : Para quem não chegou a conhecê-lo ou deseja recordar uma linda canção: 

                                                https://youtu.be/ZBZ2rJuB0RU





                                                                                             
                                  
Alda de Cássia 

*Imagem : Arquivo Pessoal 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Você sabia que quase casei?

 

  Vou contar o que um NÃO argumentado fez comigo ...


Hoje, tudo é tão cheio de cobranças! Parece que as pessoas cobram de você decisões que só pertencem a você e nada mais. Se você está solteira, querem saber o porquê da ausência de um namorado em sua vida. Por que ainda não casou? Confesso, que estar sozinha, não significa estar solitária!

Todos fazem opções, não é verdade? Ter alguém só por ter é o mesmo que ‘’enxugar gelo’’... Não tem sentido! Você acaba tolerando o outro por opção de não estar só! Relacionamento sem cumplicidade, é igual jogar pelo Remo e marca gol contra o seu próprio time... Decepcionante e infiel!Égua tudoooo acabado (rsrs)

Para alguns, não ter um namorado ou ainda não ter casado é ‘’o fim do mundo’’. Sempre digo que, caso você não seja o seu maior amigo, nem adianta arranjar um namorado ou um marido, já que você não vai tolerar pequenos erros e vai cobrar que o outro seja o seu clone de comportamento e ações.

Lembro-me de uma conversa que tive com minha tia que mora em Brasília ao telefone. Ela estava inconformada, porque, eu sendo ‘’tão inteligente e uma boa filha’’, segundo o seu ponto de vista (rs), ainda estava sem namorado e ainda não tinha arranjado um ‘’bom marido’’.

Ela colocou-se à disposição para apresentar-me um ‘’rico fazendeiro’’, que morava fora de Brasília. Dizendo que era um bom homem, muito trabalhador que  tinha deixado de viver na cidade para realizar o sonho de morar em uma fazenda. Como empresário do ramo tecnológico, após ficar viúvo, decidiu morar fora da capital.

Sua esposa havia morrido há poucos anos por isso estava sem ninguém. Havia comprado milhares de cabeça de gado e começaria um novo negócio.

Bom, disse que NÂO estava interessada nele. Mas, ela insistiu. Disse que assim poderia trabalhar menos e  ter um homem que cuidasse de mim. Eu dizendo..."NÃO tia!!!"

Confesso que, depois de quase meia hora de tentativas em vão, tentando me convencer de me levar para Brasília... Tive que argumentar. E vocês sabem como sou dramática!!!(rs)

Meus argumentos foram muito convincentes!!!

Disse para minha tia, que se ele havia perdido recentemente a sua esposa, isso poderia significa uma tentativa de tentar esquecê-la. Então, não queria ser uma ‘’experiência amorosa’’. Não gosto de  relacionamentos ‘’tico-tico no fubá’’, ou seja, ‘’morando com homem, sem ser casada com ele.(rs)

Quanto a ter milhares de cabeças de gado, disse que a maioria dos fazendeiros em todo o Brasil estavam preocupados com a febre aftosa. E se os bois estivessem contaminados? Ele perderia tudo!! Não seria rico e se morresse de desgosto(rs) eu seria uma viúva endividada, pois ele podia ter feito empréstimo no "BB"  e eu teria que pagar as promissórias  do morto!!!(rs)

E ela disse:
"Tú  és mesmo difícil, moça!!!’’

Mas, enfim...Meu "não" foi cheio de argumentos pra lá de convincentes !!! (Rs!)Não foi? ( rsrs) 

Alda de cássia
Arte ; Vitória de Cássia 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Refletindo sobre o ano de 2020


Um ano muito difícil. Ano de vidas perdidas que acabaram virando estatística de um cenário de Pandemia. Não era mais um, e sim a ‘’A dona Maria’’, o ‘’Senhor João’’, a ‘’mãe da minha amiga’’, ‘’ a vizinha daqui de perto’’ ou o ‘’meu familiar’’.

Um vírus que não escolheu e não escolhe posição social, nem cor e sexo. Ele ainda continua ‘’ameaçando o ar‘’ que respiramos. Usar máscara ou não usar máscara? Sempre foi e será uma escolha muito pessoal. O usar significa amor a si e ao próximo, e o não usar uma ‘’sentença de morte’’ para todos.

Nosso cheiro mudou. Até o mais caro  perfume  foi substituído pelo ‘’álcool 70% ‘’. Sapatos na porta. Mãos lavadas com muito cuidado. Touca, luva, capote e face shield para alguns um item essencial na bolsa ou mochila e não batom ou pente.

Nunca foi tão ‘’assustador’’ respirar sem máscara nas ruas. Vi pessoas com ’’três máscaras’’ no rosto, outra no queixo e outras penduradas nas orelhas. Quem usava reclamava. Quem fingia usar... Justificava como ‘’sufocante’’, e quem não usava, ‘’não vou pegar’’.

Ahhh! Nunca assistimos pelas redes sociais tantas covas sendo abertas. Nunca sentimos tanto a falta de quem nos amou ou amamos. Nunca ouvimos tantos gritos de desespero por um leito de UTI ou da dor pela perda afetiva.

Li um pôster que dizia: Sabe aquela roupa que você usou no ano novo para dar sorte em 2020? Queime !!! ou ‘’O ano de 2020 veio com vírus, Vou reiniciar o ano!’’. Pois é, no início era falado como forma de humor, mas hoje de desrespeito pelas vidas perdidas.

Não sei se a vacina vai nos salvar, mas sei que me salvei de todos os sentimentos ruins que poderiam ter mudado o meu modo de viver este 2020. Confesso: rezar o terço todos os dias passou a ser minha forma de não deixar que o medo da morte fizesse ou faça morada no ‘’eu sagrado’’.

Não está sendo fácil!! Não tenho certeza, se amanhã terei tempo de perdoar quem me ofendeu, de realizar meus sonhos, de contribuir para a felicidade de alguém, mas sei que nada pode ficar para ser dito amanhã, pois não sei o amanhã.

Meu sentimento de 2020 era esperança e hoje além de esperança... Gratidão! Estou aqui escrevendo e você lendo. Qual o meu sentimento? Gratidão por estarmos neste momento conectados com o maior desejo... O fim da Pandemia!

Este ano foi atípico e sei que o Natal não será de ‘’casa cheia’’, pois é preciso evitar a aglomeração, assim como sei que em algumas casas a família vai estar incompleta por motivo da perda de um ente querido, mas sei que aqueles que estiverem juntos na ceia estarão felizes pela presença e não pela ausência.

Enfim, desejo do ‘’fundo do meu coração’’ que na noite de Natal possamos rezar um ‘’Pai Nosso’’ em nome de todos aqueles que tiveram suas vidas ceifadas por um vírus tão devastador, para que sintam o nosso maior e melhor abraço repleto de saudade e agradecimento.

 


Alda de Cássia

Foto: Arquivo Pessoal 

Revisão: Vitória de Cássia 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Miniconto: Desalento

 


Hoje, quero partilhar um dos meus contos que estava guardado a sete chaves. Tenho alguns poucos que foram escritos em momentos onde o frio era intenso e o sol  insistia em não aparecer...Alguns dias deste ano foram bem assim!


Um conto triste Alda? Talvez, mas quero demonstrar que é possível transformar um dia triste em um pássaro que resolveu voar em busca do seu destino e deixou para trás o que já viveu e superou.


Enfim, não gosto de escrever contos  de desalento, por isso não mais me permiti deixar fluir. O cenário era o meu quarto e a melodia era de Frédéric Chopin. Na época, a sensação de escrevê-lo foi de estar sentada em uma praia, sozinha , a contemplar o mar.


P.s: Espero que gostem!


                                                Conto: Desalento

Ela caminhava entre as árvores. Olhava para as nuvens. Imaginava ter o poder de tocar uma a uma. O vento brincava com os seus cabelos, e, ela permitia. Permitia o toque. Permitia ser quem era.

A vida não foi tão generosa com ela, mas sempre soube agradecer cada conquista. Era preciso. Sempre soube que havia nascido para ser feliz. Felicidade para ela não era ter um amor, mas ser capaz de tocar o coração do outro como uma gota beija o mar.

As flores eram tão belas e perfumadas. Não teve coragem de arrancá-las. Por isso, pegou uma linda mas murcha rosa e colocou em seu cabelo. O perfume exalava ainda, e, deve ser por este motivo que um beija-flor veio beijar a rosa em seu cabelo.

O que fazer? Não ousou fazer, apenas se permitiu sentir. O som era agradável aos seus ouvidos. Que estranho sentir a presença de sua mãe que havia morrido semana passada. Tinha pressa de chegar em casa, porém a vontade  de ir não era tão grande quanto de ficar.

Uma fina chuva agora caia. Ela se permitia sentir as gotas tocando e rolando pelo seu rosto. Uma sensação de paz e de reencontro. Quantas vezes se perdiam na saudade. Algumas lágrimas caiam em zigue-zague.

Agora, a chuva era mais forte. Os raios desenhavam a sua chegada. O som do trovão avisava que era hora de correr. Correr perto de árvores poderia ser fatal. Lembrou das palavras de sua mãe Dora.

Ah! Doce e meiga Dora, uma senhora que todos os finais de semana fazia um trabalho voluntário na creche Pequerrucho. Mesmo com os seus 80 anos, ela esbanjava saúde entre tantos abraços apertados que distribuía.

Seu sorriso era iluminado. Suas palavras eram de acalento diante da dor e seu abraço era de imensa ternura, mas os seus olhos fecharam para sempre. Sempre era tão dolorido de sentir que Doralice se esvaziava de si.

Quando a morte avisa que vai chegar, ela abre portas e as fecha na saída. O vento não mais entra na casa. O dia chega ao fim e a escuridão deixa tudo vazio e infinitamente sem vida por onde passa.

Doralice volta a olhar para as nuvens. A chuva acabou. Hora de voltar. De ser quem não é, mas que precisa ser. Ser a fina chuva. Vestir-se de primavera e sorrir sem querer.

Ah! A vida que deixa marcas profundas quando um grande rasgo é feito no coração e nem uma doce melodia tem o poder de compor com tanta harmonia como antes era em versos e prosas.

Chega à hora de deixar seu vestido de flor secando no varal e o amor da perda da mãe guardado no álbum do passado e seguir em frente. Nada vai ser como antes. Agora tem certeza. Enrola os cabelos em uma fita vermelha e passa um batom. Acabou o seu dia. Quanto desalento sentia.

Alda de Cássia
 
*Imagem: Notícias ao minuto
*Imagem: Três Passos News

sábado, 19 de dezembro de 2020

A mulher monga

 


Túnel do tempooooooo!


Que boas lembranças temos da época que íamos com os nossos pais ao circo. Nossa mãe não gostava muito por causa do barulho. O papai fazia as nossas vontades, com pipocas e balões coloridos.

Toda criança deveria ir a um circo. Rico de estímulos para os olhos e para os ouvidos. 

Quanta gente bonita que veste a sua melhor roupa! Quantos animais que só os vemos na televisão! E que cheiro de feno, com suor, não sei se dos animais ou de alguém (rs).

Um desses passeios que vou contar a você. Nossos pais tinham o hábito de pegar nossas coleguinhas de escola em suas casas e levá-las para se divertir com a gente.

Nesse dia, fui eu, a mana abençoada e a nossa colega Ana Cristina. Passamos por cada atração do circo. Nossos olhinhos cintilavam de encantos. Foi que, nos deparamos com a atração: ’’A Monga - A mulher gorila ’’.
Que legal!  Todas falaram ao mesmo tempo. Nosso pai comprou os ingressos e entramos. Ele ficou do lado de fora esperando.


Entramos. Esperamos, esperamos, esperamos... Estávamos cansadas de tanto esperar e quando já estávamos nos preparando para sair aconteceu algo...
  
Pois bem, quando já estávamos nos preparando para sair, o homem começou a anunciar: ’’Vem aí, a mulher, Monga. A fúria da floresta! Ninguém sobrevive ao seu ataque! Corram, mas não gritem, que ela vai ouvir e aí... ’’

Nunca esqueci essas palavras. Tínhamos 11 anos de idade, então ela chegou. Havia uma grade que nos separava dela. Começou o efeito especial. Na época nem sabia que existia isso (rs). O certo, é que começamos a gritar, quando começou a aparecer pelo nela.

Nós nos abraçávamos e gritávamos juntas. Um senhor falou vendo o nosso desespero: ’’Calma meninas!’’. Calma! Caramba! (rs).Como dizia nosso primo Túlio.

Pensemmmm... A mulher Monga sacudia a grade, rugia. Sei lá. Só sabíamos que era aterrorizanteeeee... 

Depois, nos acalmamos e saímos ‘’sem graça’’, já que, no final apoteótico, percebemos que não era tão aterrorizante assim... (rs)

Eu hein!!

Alda de Cássia 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Miniconto Terapêutico: Faltava um pedaço

 




Ele já foi inteiro, mas várias vezes tirou um pedaço de si para dar ao outro. creditava nas palavras e ações. Nem sempre valeu a pena.

O tempo ensinou quem é verdadeiro... Não brincar com as palavras... Nem com os sentimentos.
Olhar puro, sentimento acolhedor e atitudes íntegras.

Não deixa contaminar a nascente do rio da obra de Deus.

O dia chegou...Encontrou quem sempre procurava nos sonhos.

Teve dúvida.

Será que perderia um pedaço em vão?
Deixou-se envolver...Sentiu medo.  Fugiu, mas a saudade veio. Fez morada. Decidiu permitir-se...


Alda de Cássia
Imagem:Twiteer


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Será que escolhemos nossas amizades?

 

 Segundo padre Fábio de Melo no Programa Direção Espiritual, São Francisco de Assis considerava Deus como um amigo. Por isso, a reflexão do padre Fábio de Melo é que ‘’a amizade é o estágio mais apurado do amor. Porque é o amor que escolhe... Na amizade ninguém é obrigado a ser amigo... Somos livres para escolher os amigos... Você não pode escolher pais. Não pode escolher filhos. Não pode escolher irmãos. Nem a parentada que vem da consequência, mas você pode escolher amigos...O amigo é aquele que você trás para dentro da sua vida. E aquele que você encontrou por acaso e sem nenhuma obrigação você quis amar... ’’.


Perfeito! Ninguém impõe: ‘’Seja amiga dela’’ ou ‘’Seja amigo dele’’. Escolhemos por afinidades quem desejamos que conviva ao nosso ‘’lado’’, mas quando falo ‘’lado’’ não é 24 horas do dia ou 15 minutos por dia...Penso que...O importante é ...Saber que você pode contar com a pessoa sempre até porque você pode morar com a pessoa e não poder contar com ela nos momentos que você mais precisar.

Tenho eu e a mana uma amiga  Benvinda, maninha que era "off line" (mas de 5 anos) e, após a nossa ida até Portugal, percebemos que o ‘’off line’’ sempre foi ‘’on line’’. Como assim Alda?

Quero dizer que mesmo com a distância (Do outro lado do Atlântico), nossa amizade era verdadeira e fiel, já que foram apenas 2 dias e algumas horas para confirmar que seria eterna, pelo carinho da reciprocidade e do bem-querer que deve permear qualquer relação.

Pois, pois que do Brasil, mais precisamente de Belém do Pará até Portugal a certeza que escolhemos a amizade que vale uma linda canção de Fado ou um legítimo Carimbó ... É uma das nossas mais especiais... Égua da certeza, mana (o)! (RsRs)

Enfim... Não basta escolher uma amizade, é preciso cuidar, respeitar e acima de tudo honrar este presente de Deus, pois a escolha é nossa, mas quem nos permitiu o ‘’encontro’’ foi o nosso Pai misericordioso.

Alda de Cássia 

*Foto;Arquivo Pessoal /Lisboa/Portugal

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Qual a sua escolha?

 



Sempre ouvi aqui em casa: ‘’Quem planta... Colhe!’’. Mas hoje acredito que nossas escolhas determinam o nosso presente. Não, não falo em passado e nem no futuro, porque um não me pertence mais e outro ainda não me pertence.

O que faço? O que desejo? O que quero? Quem nunca fez estes questionamentos ou já os ouviu? Confesso que já os fiz. E você? Bem, o que surge na minha mente é uma imagem. Qual?

Uma criança engatinhando em um quarto. Ela olha ao seu redor e tenta sair do chão. Não consegue. O tempo passa. Ela senta. O tempo passa. Ela tenta levantar apoiando-se no sofá. Ela consegue. Tenta andar. Cai... Cai... Cai e cai. O tempo passa. Ela dá um passo. Dois e três. Anda. Tenta correr e correr... Hoje, ela está decidida quer realizar seus sonhos. Ser feliz e fazer as pessoas felizes. Uma utopia? Não... Sua missão!

E você, mana (o) Já fez suas escolhas? Motorista ou carona na sua vida?

Alda de Cássia

* Imagem: rsaude.com . br

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Quando somos verdadeiramente amados por alguém...

 



Quem falou a frase Alda? Padre Fábio de Melo no Programa Direção Espiritual’’. Ele fala que, quando somos ‘’verdadeiramente amados por alguém’’ acabamos aceitando as palavras da pessoa. A aceitar a correção, pois ‘’sentimos’’ que ela está ‘’muito comprometida com o meu bem-estar’’.

Concordo! É difícil ouvir uma ‘’critica’’. Dói lá na alma, mas se vinda de um amigo e este quer o nosso bem, é inevitável que ela nos faça refletir e crescer durante a reflexão daquilo que foi falado. Não é mesmo?

Procurar ‘’tocar o coração" do outro com palavras amorosas é tão difícil a meu ver, pois nem sempre o outro está preparado para ouvir... Penso assim!

E desafiador? Sim, mas não posso ver quem desejo tão bem chegar a beira do precipício e esperar que ele caia. Alertar? Sim! Caso não ouça Alda? Aí é um caso de livre-arbítrio.

E você  aceita a correção quando feita com amor?

Alda de Cássia

*Foto: Arquivo Pessoal/Lisboa/Portugal

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Miniconto:Betty Boop cantora

 


Ela cantava e encantava. Voz mais aguda. Soprano. Quando cantava no banheiro as músicas da Beyoncé ecoava até na cozinha.

Um dia foi encorajada a cantar na festa da prima. Fez bonito e encantou.
Hoje canta Britney Spears em festa de formatura.

Alda de Cássia


☆Minha homenagem aos cantores que nos fazem dançar a cada nota musical e a sua arte de nos " abraçar a cada melodia".

Foto: Arquivo Pessoal

Revisão : Vitória de Cássia 

domingo, 13 de dezembro de 2020

Emoção à flor da pele

 

Lendo a revista ‘’Viver Mente cérebro’’ descobrir o motivo de ter sentido ‘’aquele arrepio’’ ao assistir o vídeo ( compartilhado por aqui ) com a música que cantei com amigos e colegas de trabalho no Natal do ano passado...Até citado por uma amiga da forte reação emocional ao assistir!

O artigo ‘’Emoção à flor da pele’’ conseguiu explicar este efeito sensorial que senti no sistema nervoso autônomo. Bem, o que é o Sistema Nervoso Autônomo Alda? Vou falar de forma bem simples: é um sistema que age independente do meu ou do seu controle, é involuntário.

É importante dizer que a reação ao ouvir uma música é muito particular. Para uns a música é agradável, mas para outros pode parecer enfadonha. Não é mesmo? Cito que adoro escutar seresta, clássicos, chorinho, brega, lambada e até valsa, mais um motivo que eu e a minha irmã fomos ricamente estimuladas a escutar desde a infância.

Eckart Altenmüller que dirige o Instituto de Fisiologia Musical e Medicina da Música da Escola Superior de Música e Teatro em Hannover  menciona que as  características de personalidades... Influenciam... na forma de reagir a certos sons. Vários estudos comprovam o que os psicólogos comportamentais já sabem: tensões e relaxamentos são componentes essenciais da vivência emocional dos ouvintes.

 Devido a Pandemia deixei de usar a música como mais um recurso de intervenção da terapia ocupacional. Fiz a opção de continuar apenas com a contação de histórias, pois devido à higienização da caixa de som o tempo ficou mais limitado.

Enfim...Prometo ‘’voltar com a corda toda’’, pois retornei as minhas pesquisas e estudos em relação ao uso da música com poder terapêutico.

Alda de Cássia

 *Imagem: Clube Materno

Revisão: Vitória de Cássia 

sábado, 12 de dezembro de 2020

Seja!!!

 



  
Hoje, quero dizer que precisamos deixar de ser “padronizados”, ou seja, de querer nos enquadrar em “padrões sociais”. Por exemplo: “Não posso sair com essa roupa, porque vão falar”.

Vão falar da sua originalidade no ato vestir? Deixem falar! Até porque, se você gera comentários deve ser porque estão olhando para você. Não é verdade?

Confesso... No tempo dos dinossauros, eu era um pouco preocupada com a “rádio cipó”, mas hoje só uso o que me agrada aos olhos e o que me “cai bem”. (rsrs)

Minhas condutas estão muito ligadas a todos os ensinamentos que eu e a ''mana abençoada'' recebemos de nossos pais. Aqui em casa, aprendemos a não ser “cópia e sim original, pois a vida não se revela para os copiadores”.

É verdade! Por isso, seja você e não o “avesso” de você. Até digo mais: “Quer sair de pijama? Saia de pijama!!!” Psiu... Vou confessar: ano passado comprei uma blusa que era de um pijama (será?), pois achei “com cara de blusa do dia a dia”, e não vi “nenhuma boca torta”. (rsrs)


Alda de Cássia 
Crédito da revisão: Sylvia Calandrini
Arte:Vitória de Cássia