quarta-feira, 29 de março de 2017

Filme: O Pianista

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Meu Deus! Que filme! Fiquei chocada com o que assisti. Consegui assistir todo o filme? Não, não. Foi demais para o meu coração! Confesso que sou extremamente emotiva diante de injustiça e maus-tratos, principalmente se o filme retrata uma realidade.

Sim, o filme foi baseado em uma história real! Você poderia perguntar por que fiz indicação aqui no blog deste filme? Por que, é preciso que atrocidades com essas sejam de conhecimento público, já que é para ver as consequências da guerra anti-semita!

Qual filme? ‘’O Pianista, ‘’filme ganhador de 3 Oscars: um melhor ator (Adrien Brody), melhor diretor (Roman Polanski) e Melhor Roteiro Adaptado. E ganhou 2 Bafta de melhor filme e melhor diretor.

O brilhante pianista polonês e judeu, Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody), é obrigado a fugir com sua família após a rádio onde trabalhar ser bombardeada.

Escondidos em um apartamento, eles presenciaram judeus sendo mortos à queima roupa, um senhor sendo jogado pela janela, pois não se levantou diante da Gestapo (Policia Nazista).

Por que ele não levantou? Porque era deficiente físico e não tinha como cumprir a ordem. Sim, quando vi a cena fiquei ‘’chocada’’ e na hora pensei: "Eles são desprovidos de amor ao próximo!’’.

O certo é, que o jovem pianista foi obrigado a viver no gueto de Varsóvia depois que fugiu da deportação, mas sua família e amigos não tiveram sorte, então foram humilhados e levados para os campos de extermínio.

Enfim, o jovem pianista passou a viver escondido nas ruínas da capital, já que era a única forma de sobreviver diante de um dos maiores extermínios da humanidade.

Um filme que serve de reflexão!
Assista o trailer do filme!

Bjs,
Alda 

*Imagem: Adoro Cinema

 
                      https://youtu.be/6NXjPxA_z0Q

terça-feira, 28 de março de 2017

Livro: Greve de Vida



Que livroooooooo mais criativo! Qual? O livro ‘’Greve de Vida’’, da escritora Amélie Couture, com ilustrações de Marc Boutavant, que foi lançado pela editora Companhia das Letrinhas em 2006.

Um livro encantador, que fala de uma menina que não elaborou o luto de sua avó, com quem morava após o falecimento da sua mãe durante o seu nascimento.

Ela foi entregue pelo pai e que de forma indireta a fez pensar, que ela era culpada pela morte do amor da sua vida. O pai refez sua vida. Casou e já tinha outro filho.

Só que a avó já estava ficando adoecida e sabia que teria pouco tempo de vida, daí fez com que a menina saísse do sítio e fosse para a casa do pai.

Como começa a história? Com a menina dizendo que faria greve, pois não queria passar o primeiro dia de férias na colônia de férias. Ela resolveu ficar trancada no quarto o verão inteiro.

Assim o fez! Seu pai e sua madrasta tentavam em vão tirar a menina do quarto, mas ela se recusava dizendo ‘’não’’. Sozinha no quarto ela relembrava os dias felizes com a avó e até chegava a pensar que deveria ter morrido no lugar da avó.

Para alguns pode até parecer birra de criança e que um castigo resolveria tudo, mas este comportamento reflete a dificuldade de uma criança encontrar ‘’seu lugar’’ nesta família e a dor não elaborada da perda da avó.

Sim, um livro para crianças, mas que todo adulto deveria ler para ajudar a criança enlutada a superar a perda afetiva.O final? Tão envolvente quanto à história ricamente contada!

Super Indicação de Leitura!

Bjs,
Alda

 *Imagem: Amazon.com.br

segunda-feira, 27 de março de 2017

Hoje... Dia de revelação de mais um talento paraense:Jefferson Cruz

Diário das Gêmeas Paraenses 


São belas, não são? O artesão é Jefferson Cruz, que faz miniaturas Folclóricas com miriti. O que é miriti? Uma palmeira típica da região norte. 

Produto tropical, extraído de nossas matas, várzeas e beiras dos igarapés, a palmeira MAURITA FLEXUOSAL, recebe o nome vulgar de MIRITIZEIRO ou BURITIZEIRO. Tem várias utilidades. À margem dos roçados e seringais, fornece a palha para cobrir cabanas (fonte:http://www.cdpara.pa.gov.br/miriti.php)


Era impossível não fazer um ‘’investimento’’ nestas obras-de-arte. Ah, você pode até perguntar: Por que, falo sempre em ‘’investimento’’ e não ‘’compra’’? Porque, obra-de-arte não se compra e sim se investe no talento de quem a fez, pois o valor do produto não se embute tempo, dom e dedicação.



Talento é assim!


Criatividade em mar de sucesso!

Bjs,



Alda e Vi 

domingo, 26 de março de 2017

''Virei flor''


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Em mais um dia no hospital no qual trabalho, como terapeuta ocupacional, deparei-me com uma situação inusitada e engraçada. O fato, é que trabalhar em um grande hospital sempre proporciona  oportunidades de conhecer pacientes em seu adoecer, que não deixam de trazer arraigados suas culturas e costumes.

Amo trabalhar nesta área hospitalar. Aprendo muito e sei que a cada atividade terapêutica, planejada ou não para os pacientes, construo e desconstruo mitos e verdades sobre a doença e o adoecer.

Sabe quando você pára e em um rápido momento e pensa: ‘’Como estou feliz por estar aqui. Aqui é o meu lugar?’’... Assim tenho a sensação todos os dias, quando chego diante de um paciente e ouço ''as suas dores físicas e emocionais''.

Ao chegar, em um leito, havia uma paciente de 96 anos de idade de olhos fechados. Na hora falei para a sua acompanhante que depois voltaria, pois, ela estava dormindo. Ela prontamente abriu os olhos e começou a falar de seus ‘’problemas’’.

Todo terapeuta ocupacional deve ser um ‘’bom ouvinte’’ e um excelente observador se desejar ‘’ler as entrelinhas’’ de um relato feito por um paciente.

Desde o seu olhar até a sua forma de falar. Desde os seus gestos com as mãos, até o seu silêncio emblemático. Tudo deve ser analisado e processado para fazer parte de uma anamnese.

A anamnese seria uma entrevista que devemos realizar colocando desde a história de vida do paciente (HDA), até a avaliação de disfunções, por exemplo, para podermos traçar um plano de tratamento.

Pois bem! A paciente estava internada com o diagnóstico de um AVC (acidente vascular cerebral), que, durante a avaliação terapêutica,  levava a crer que teria sido uma isquemia cerebral.

Apesar de não ter levantado do leito, ela movia braços e pernas, sem a observação de perdas de movimentos ou diminuição de força em um lado do corpo.

Espero que você esteja me entendendo, pois estou utilizando uma linguagem técnica, a mais acessível possível, para a sua compreensão.

Foi quando ela disse que havia virado ‘’uma flor’’ dias antes de ter sido internada. Eu como não entendi o sentido, ‘’uma flor’’,  questionei-a sobre o porquê daquela colocação, tendo como resposta: ’’Passei o dia inteiro no vaso sanitário’’... Rimos todas na enfermaria com ela.

E não parou por aí  não!!!Ela ainda disse: ’’Minha filha, o médico quando viu o meu exame de fezes disse se era meu aquele exame- Tenho oito  tipos de vermes- Eu respondi que era sim, para o doutor. E ele respondeu:’’A senhora tem um pantanal aí,dentro’’...’’Amei  este médico minha filha’’. E voltamos a rir todas novamente.

Terminei o meu dia rindo, cada vez que me lembrava desta paciente!!

Bjs,

Alda

*Imagem : Twitter 

sábado, 25 de março de 2017

Livro: O caçador de Histórias - Sehay Ka`at Haría



Hoje, vou compartilhar uma leitura, cujo escritor é Yaguarê Yamã, que significa ‘’Tribo de onças pequenas’’. Sim, é um índio que pertence à nação indígena Mawé.
(Curiosidades: http://bit.ly/2mUuX9w)

Na verdade, seu nome de registro é Ozias Gloria de Oliveira, que lançou este livro de contos que possui como um dos seus objetivos divulgar a cultura dos povos indígenas com suas tradições e crenças.

Ele ouvia muitas histórias quando pequeno, histórias contadas pelo seu pai todas as noites e mesmo com medo, já que após a contação ele tinha que atravessar com outras crianças as matas em plana escuridão, não perdia nenhuma história.
Foi tentando resgatar essa rica infância que o escritor resolveu publicar a herança cultural de sua tribo. Ele viajou até a área indígena Kuatá-Laranjal, no rio Mary-Mary no Amazonas.

É bom ressaltar, que o escritor preservou o dialeto da tribo e, para resgatá-lo, permitiu o registro nos contos, tendo o dicionário no final da leitura como consulta.

O certo, é que, infelizmente, não nos acostumamos a registrar este rico universo ancestral e as histórias pouco são recontadas de geração a geração.
Deve ser por isso, que uma das propostas do nosso livro: ‘’Contos Terapêuticos: À Procura de Resposta’’, foi da criação de oficinas de contação de histórias, pois acredito que cada um de nós possui muitas histórias para recontar para as novas gerações, mas poucos conseguem deixar registros.

Qual conto escolhi? ‘’A Sukurijú do Ygapó (Sukuriju ygapópúra morõgetá), que conta a história do índio Watiamã-weipu´t, que diziam ser um herói ‘’safado’’,do tipo do famoso Macunaíma (Personagem criado pelo escritor Mário de Andrade) ou do Baíra, do povo Parintintim (Sobre: http://bit.ly/2mc4O7N)

Este índio ficou admirado com o lindo sol e resolveu ir pescar. Ele queria pegar muitos peixes na boca do Igarapé (rio pequeno), que ficava próximo ao Igapó (floresta alagada).

Este local tinha a fama de se um lugar muito visajento (mal-assombrado), mas como ele era muito corajoso não se deteve a sua canoa e foi embora pescar.

Ele pegou o piná (anzol) com o caniço e os colocou dentro de seu pikuá (pequena cesta de pesca), além da malhadeira (rede de pesca) de mica  e partiu.

Remou, remou, até que chegou naquele Igarapé tão temido. Ele pescava seus peixes até que algo aconteceu. Sim, apareceu uma imensa sukurijú (serpente muito grande que chega a ter 15 metros).

O que ela fez? Devagar se aproximou e deu o bote. Ele tentava sair do abraço da serpente. O certo é que, a serpente quando dá o bote, aperta tanto a sua presa que chega a quebrar os seus ossos.

Ele lutava, lutava e quando já estava espumando, quase sem vida, teve uma ideia. O que fez? Conseguiu soltar um de seus braços e colocou o seu dedo em um orifício da serpente que logo soltou o índio.

Ufa!!! O herói conseguiu sair vivo deste encontro e quando já estava voltando para casa, ele olhou para trás e viu a serpente olhando-o fixamente. Ele fez o quê? Levantou o braço e mexeu os dedos e a serpente ao ver a cena, saiu se arrastando e nunca mais se meteu com este guerreiro índio.
Super dica de Leitura!
Quem puder ler o livro na íntegra vai gostar!

Bjs,
Alda

 * Imagem livro: Amazon.com.br
 * Para saber mais um pouco sobre a sukurijú (Sucuriju): http://bit.ly/2mcbsel
*Imagem da cobra:  YouTube


sexta-feira, 24 de março de 2017

Filme: Preço de um resgate


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     Uauuuuuuuuu! Que filme! Pura adrenalina! Não poderia ser diferente uma vez que, o ator principal é Mel Gibson! É um filme de suspense explosivo! Um pai lutando para resgatar o filho das mãos de uma quadrilha.

O menino foi sequestrado pelos inimigos do pai e vai passar os piores momentos de sua vida amarrado, torturado psicologicamente e indefeso. Um resgate milionário terá que ser pago, caso contrário seu filho primogênito será morto.

Durante a entrega do resgate, o pior acontece e, no desespero, Tom Muller vai para uma rede de televisão e faz uma proposta aos sequestradores. Uma proposta  que poderá acabar com o seu casamento e até levar a morte do filho.

Dica de hoje!
Assista o Trailer do filme!

                                            https://youtu.be/DDBba0lcr4E

Bjs,
Alda 

* Imagem: Mega Filmes Online

quinta-feira, 23 de março de 2017

Livro : Companhia das Três Marias

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Que livro mais gostoso de ser lido. Sim, um livro que conquista crianças e adultos, pois resgata um tempo em que brincar de contar histórias com lembranças do passado era motivo para reunir a família inteira.

A escritora Maria Amália Camargo brinca com as palavras como se estivesse pulando amarelinha.Tudo muito divertido começando pelos personagens principais que são: As irmãs "Sem Vergonha", "Mijona e Vai-Com-as-Outras", que são as três Marias que aprontam muitoooooooooooooooooo do início ao final da história.

Os nomes delas na verdade são: Celeste, Estela e Clara, que ao passarem um dia em Selenópolis, onde residem os avôs, encontram o Hélio, um menino que sonhava em ser astronauta e juntos vivem mil aventuras.

Pois é, minha indicação para quem tem filhos pequenos e deseja que eles conheçam o prazer das brincadeiras infantis de fato, sem a impregnação dos jogos eletrônicos e das redes sociais que privam a criança de um crescimento saudável cheio aventuras e  aprendizado.

Super dica de leitura!

Bjs,
Alda

 *Imagem: Amazon.com.br