domingo, 29 de novembro de 2020

Qual o segredo da bem-aventurança?

 



Assisti, há poucos dias, uma palestra proferida pelo padre Fábio de Melo. Era uma palestra cujo tema era: "O segredo da bem-aventurança’’.


Fiquei encantada pela forma como ele conseguiu falar sobre a felicidade. Sim, ele falou de amor, perdas, sofrimento, incerteza, infelicidade, luta, coragem, vida, morte e sobre Deus.

O amor de Deus em nossas vidas. Deus é amor. Sendo amor, então não combina com a infelicidade. Segundo ele, pode existir o sofrimento no amor, mas não deve haver a infelicidade.

Ele nos convida a mergulhar nos mistérios da felicidade que brota de Deus. Uma felicidade, que não cai do céu, não é fácil. Sobre ela, Jesus ao subir na montanha proclamou: ‘’Felizes os pobres de coração, deles é o reino dos céus. Felizes os que choram, pois eles serão consolados... Felizes os corações puros, eles virão a Deus’’.

Incoerentes as palavras de Jesus? Como se pode ser feliz chorando? Os que choram serão consolados? Onde está a felicidade? O padre Fábio de Melo pergunta.

Ele faz uma analogia entre a felicidade e o poço. Segundo ele, Deus não mora na simplicidade, pois é preciso ir mais fundo, como para apanhar água dentro de um poço.

Existe sacrifício de retirar, mas a alegria de ter valido a pena. Assim é a felicidade. Por isso, só podemos falar de alegria, se antes soubermos falar de tristeza.

Padre Fábio de Melo disse algo que me levou a refletir: ‘’Somos a soma de tudo que fomos capazes de preparar. Até conta a história da cigarra, que passa quase um ano debaixo da terra, solitária para depois subir à superfície e cantar.

O nosso amadurecimento afetivo, segundo ele, vem do empenho, da luta por dias melhores. Não há ser humano completo sem sofrimento e diz mais: ‘’o sofrimento de uma caminhada vale a beleza da chegada’’.

Por fim, ele fala que só sabe ser feliz, quem de fato viveu a tristeza’’. Deve ser por isso, que tenho plena convicção que, as dificuldades que passamos na vida, as decepções, as tristezas das perdas, nos fortalecem para a luta diária.

Penso: Deus não nos abandona nas horas difíceis e sim, nós que, enfraquecidos pela dor, nos rendemos ao sofrimento. Por isso, olhamos para baixo ao invés de olhar para o céu. Não é mesmo?

Dica de Palestra!

Alda de Cássia 
Foto de arquivo: Alda de cássia 


sábado, 28 de novembro de 2020

Criatividade e redes sociais

 


"Vicente Mastrocola destaca que, nas redes sociais, é preciso pensar em conteúdo adequado ao usuário e, acima de tudo, entreter. Não há fórmula pronta.

Muitas empresas estão vivendo o aprendizado de coexistir com os usuários dentro das redes sociais digitais. Em um tempo em que as ferramentas de publicação se tornam cada vez mais democráticas, um jovem de 18 anos tem em suas mãos o mesmo Facebook que a Nike usa. Os propósitos, claro, são diferentes e o que muda muito é a relação da empresa com o consumidor nesse cenário.

Muitos grupos estão procurando uma receita de sucesso dentro desse ambiente das redes sociais digitais. Ambientes esses que parecem ter participação na consolidação do sucesso de algumas marcas, produtos e serviços por meio da distribuição, compartilhamento e geração de conteúdo, bem como pelo importante processo de socialização ali desenvolvido.

As ferramentas de produção de conteúdo on-line que caracterizam as redes sociais estão possibilitando o surgimento de usuários cada vez mais ativos e que produzem cada vez mais materiais dentro de certos grupos e comunidades específicas.

O desafio é falar com esses usuários. Não há uma fórmula pronta para que uma campanha, uma ação digital ou vídeo potencialmente viral se tornem um sucesso dentro do ambiente das redes sociais digitais, porém há indícios que podem fornecer bons caminhos de atuação nessas plataformas.

Soa óbvio dizer que uma ação de sucesso nesse meio pede criatividade. Entretanto, criatividade no ambiente das redes sociais digitais não pode ser apenas o uso excessivo dos recursos tecnológicos que temos disponíveis na web.

É preciso pensar em conteúdo adequado ao usuário e, acima de tudo, entreter.

Para mim, se há uma possibilidade de sucesso na cultura em que vivemos, é levar o entretenimento certo aos usuários certos. Como dizia Confúcio: “Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e eu recordarei. Envolva-me e eu entenderei.”

A discussão é ampla e merece ser aprofundada. O evento Social Media Brasil que acontece em maio, no qual eu farei uma apresentação sobre games, é uma boa oportunidade para ampliar esse tema. Continuamos por lá a discussão!"

Autor: Vicente Martin Mastrocola, coordenador de criação da ESPM e professor no curso de Comunicação Social da ESPM e também na Miami Ad School/ESPM

Fonte: Portal HSM (http://www.hsm.com.br/editorias/marketing/criatividade-e-redes-sociais-digitais


  * Pesquisa para o Blog : Vitória de Cássia
    Imagem :DMconsultoria



quinta-feira, 26 de novembro de 2020

''Mudam-se os tempos...''

 Gosto muito de um trecho do soneto de Camões, que é bem assim:


‘’Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades’’

Muito reflexivo não é mesmo?A verdade, é que já sabemos que somos as mudanças que desejamos ver no mundo. Assim como a lua somos cheios de fases. Mudar é uma urgência. É um parto demorado, mas necessário, pois quem não se permite a mudança, não consegue sair da zona de conforto e assim se estagna.

Outro soneto?

Sim, acredito que este é muito conhecido, porém poucos sabem de sua autoria:

 Amor é um Fogo que Arde sem se Ver

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
 
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 


Pois é, diante deste soneto de Luis Vaz de Camões, eu pergunto à você: Será que o amor é um fogo que arde sem se ver?


Alda de Cássia 

* Imagem: Escrita.Org / Mundo Educação-UOL 




quarta-feira, 25 de novembro de 2020

O brincar de uma criança

 

Bem, uma mãe que começou o atendimento recentemente de terapia ocupacional me perguntou quando sua  filha começaria  a brincar com os brinquedos dela.


O que respondi? Disse da forma mais simples possível: ‘’Quando estiver pronta para pegar o brinquedo, daí porque este é um dos objetivos, entre tantos, do Programa de Estimulação Precoce.

Uma criança de 1 mês ainda não é capaz de sustentar a sua cabeça (controle cervical). Como pode pegar um brinquedo na sua linha media e manipular de forma adequada? e no caso dela, Síndrome de Down com ADNPM (Atraso no desenvolvimento Neuropsicomotor), com 4 meses e sem nunca ter passado por nenhum programa de estimulação.

Sempre digo para os pais  que é preciso estar atento a cada fase do desenvolvimento da criança. Algumas mães já perguntaram, por exemplo: ‘’Ele chora muito o que deve ser? Já troquei fralda, dei peito. Vi que não é dor  e ele continua chorando’’.

Logo pergunto: ’Você já colocou no colo. Deu carinho?’’. Pois o choro é comunicação por sinal, a primeira do bebê. ’’E recebo como resposta: ‘’Verdade que quando coloco no colo e fico cantando para ele, ele para de chorar!’’.

Com 2 meses é sabido que a criança já começa a ‘’segurar a cabeça’’ quando está no colo, na posição de ‘’cadeirinha’’. Por isso, gosto de incentivar o carregar desta forma até porque, a criança possui a possibilidade de ver com mais amplitude visual tudo que está ao seu redor.

É claro que uma criança com Síndrome de Down vai apresentar dificuldade de manter maior alinhamento de cabeça quando nesta posição, mas incentivo o carregar de forma mais adaptada (ainda na forma de cadeirinha) e a diferença é grande, tanto que em poucos dias ela já está mais atenta ao ambiente.

Os 3 meses é uma fase de descobertas, onde o bebê descobre as mãos. Alguns ficam tão encantados que passam horas nesta ‘’linda descoberta’’. Por isso, o uso de chocalho contribui para o movimento de preensão do objeto como da descoberta do som e identificar as partes do corpo usando as mãos também é uma forma de aprendizado(esquema corporal).

Na criança com Síndrome de Down, oriento o brincar com o chocalho, mas com certos cuidados como seria para todas as crianças até porque, ainda não existe a coordenação ‘’olho-mão’’ e ela pode se machucar. Desse modo, gosto de estimular com chocalhos de  pano com guizo ou favoreço o ‘’pegar’’ com ‘‘esticar da mão’’, não muito próxima do rosto, por exemplo.

Oh! Fase boa a dos 4 meses, já que as crianças gostam de acompanhar o movimento de objetos e pessoas e estão mais atentas aos detalhes, tanto que os brinquedos coloridos são mais chamativos e até digo que o elefante pode ser azul que o interesse acaba sendo o ‘’azul do elefante’’.

Gosto de usar brinquedos de cores mais primárias (vermelho, azul, verde e amarelo) e texturas diferentes e até com sons nesta fase, pois algumas crianças gostam de tocar e também levar objetos á boca. Assim, todo cuidado é pouco, alerto logo os pais.

Bem, vou falar a última fase por aqui, pois não quero que fique muito extenso este texto. Então, lá vem os 5 meses de idade e com ele a criança já gosta de não só pegar os objetos, explorar e jogar, como fazer troca do objeto.

Em um momento na mão direita e em um piscar de olhos na mão esquerda e a brincadeira fica melhor, devido ela se desloca mais de um ponto para o outro seja na cama ou no chão.

Gosto de incentivar e motivar os pais a fazerem ‘troca de posição’’, ou seja, não deixar a criança só no chão ou no colo, porque nesta fase ela gosta de rolarrrrrrrr e o ‘mundo’’ ficou pequeno para um espaço.

Enfim, brincar com um brinquedo depende da fase de desenvolvimento que a criança se encontra. E, caso apresente atraso, um dos nossos meus objetivos será o favorecimento do seu desenvolvimento, quer seja motor, cognitivo ou sensorial, por exemplo.


Alda de Cássia

*Foto: Arquivo Pessoal 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Arrependimento

 



Nunca é tarde para o arrependimento. Não é mesmo? Na história ''Porta aberta'' do livro Sabedoria da vida - Histórias que ensinam do Itamar Vian, um filho briga com a sua mãe e vai embora mundo afora. A mãe fica entristecida.

Quer saber o final da história?  Vá até o link abaixo do canal do You Tube ''Égua do livro bom!'' e surpreenda-se com o final!

Edição : Vitória de Cássia

Alda de Cássia 


 

                                                                https://youtu.be/8PsapKo_oJs

domingo, 22 de novembro de 2020

Conto de assombração-Mistério de uma noite

                                       



Pois bem, este conto tem como cenário um cemitério, policiais e almas do outro mundo como personagens.


 Era uma vez...

Numa noite fria e sombria, onde os cães uivavam sem parar, barulhos estranhos, passos rápidos e gritos arrepiantes eram ouvidos na esquina de um cemitério. A lua estava quase cheia. Nuvens brancas azuladas estavam ao seu redor onde um cheiro de folhas secas podia ser sentido junto com a brisa que circulava por entre os túmulos.

De repente, ouve-se um gemido, seguido de um grito que parecia ser de mulher. Na rua deserta, naquela hora, estava apenas vagando o vigia do cemitério que, ao ouvir o grito, corre em direção a uma sepultura antiga a qual pertencia ao túmulo de Efigênia Alleta.

O que fez o vigia perceber que era o túmulo de D.Efigênia, já que estava tudo tão escuro? A única explicação era porque, há minutos ele havia saído de lá, pois  tinha corrido atrás de ladrões que insistiam em roubar o que restava de certos monumentos que enfeitavam ainda os poucos túmulos.

Olhando de um lado ao outro, observou que longe um vulto caminhava em direção ao portão. Porém, mal sabia o vigia que os ladrões já haviam saído do cemitério. Então, o que seria? Algum animal que resolvera encurtar o caminho de casa, já que o cemitério ficava entre uma invasão e uma rua?

 Sua reação foi a de correr atrás do vulto. Foi o que fez! Contudo, ao tentar agarrá-lo, tropeça e cai, ficando algum minuto desacordado. Quando recupera os sentidos, percebe que uma mão fria toca-lhe o rosto e, ao abrir os olhos, depara-se com uma forma sem forma, ou seja, uma visão descaracterizada de uma pessoa na sua frente. Espanta-se... E morre ali mesmo, devido ao susto.

No dia seguinte, moradores da invasão chamam uma radiopatrulha para averiguar um corpo que estava estendido em cima de um túmulo. Coincidência ou não, tratava-se do túmulo de D.Efigênia Alleta!

A polícia chega ao local, observa o corpo que  já estava rígido e constata-se que a morte ocorrera por volta das 3 horas da madrugada, presumidamente. Quando o corpo já ia sendo retirado para necropsia, um coveiro que estava olhando o movimento dos policiais decide verificar com mais detalhe aquele corpo frio e de olhos arregalados de terror e nota que havia uma queimadura em forma de cruz em sua mão direita. Isso fez com que os policiais ficassem perplexos com a constatação. Por isso combinam que, nessa noite, fariam  uma ronda no cemitério em busca de respostas sobre o crime.

A noite chega e com ela uma névoa e um frio intenso. Ao chegar ao cemitério, os policiais encontraram dezenas de velas acesas que davam a impressão de uma cidade iluminada. Entreolharam-se e Antônio comenta:

-‘’ As velas são da mesma cor – azuis – e estão colocadas na forma de uma cruz’’.

José retrucou: ‘’ Coincidência! Olhe! Acho que alguém está tentando nos impressionar, pois a história do vigia morto foi muito comentada na cidade. “E disse então:

"Vamos que daqui a pouco amanhece e a gente não descobrirá nada.”

Repentinamente, um deles pisa em algo, olha e disse que era apenas um pedaço de vidro. E prosseguem a ronda. O vento dançava em volta das grandes árvores, a poeira fazia voltas em cima das sepulturas. Cada folha que caía era carregada para dentro de uma cova. A brisa fria batia em seus rostos, já cansados e uma grande coruja com seus olhos arregalados fitava-os.

Em dado momento, ouve-se vozes saindo detrás de um túmulo e José disse:

“Será que hoje resolvemos este mistério? Vá pra lá  que eu fico deste lado. Se for alguém, a gente  pega! ’’

Depois de alguns segundos, porém, descobriram que era apenas um galho de árvore que com o vento do dia anterior não resistiu às fortes rajadas e ficara preso na árvore. E as vozes? Era o galho que, ao se mexer sobre a sepultura, fazia um barulho estranho que ambos por imaginação pensavam ser vozes. Voltando ao local de onde saíram, viram a foto de uma mulher em uma das sepulturas e com uma lanterna leram o que estava escrito: ... “Aqueles que foram culpados pela minha morte não terão sossego. Minha alma vagará pelas noites até que os culpados paguem pela minha morte... com suas vidas...”

De súbito, percebem que um vulto de uma mulher sai em direção ao portão. E correm em vão! A mulher some entre os túmulos. Antônio escora-se em uma tumba para descansar e não se dá conta que uma sombra sai de dentro de uma sepultura e agarra sua mão. Antônio espanta-se e tenta se livrar, mas, o vulto sussurra: “Vocês não deveriam ter vindo aqui!  Eu sei quem vocês são... ela sabe...”.

Os policiais correm em direção ao carro. Assustados com o que ouviram, temem por suas vidas. A chuva era intensa na hora, porém eles saem em disparada. Dentro do carro um pouco atônitos, eles começam a recordar de uma triste cena vivida em um Domingo chuvoso...

Era uma noite quando saíram bêbados de uma festa. Quando seguiam em alta velocidade pela pista escorregadiça, atropelaram uma mulher que estava de costas, andando pela rua. De repente... Um baque forte sobre o pára-brisa... E uma imagem de dor daquela que acabara de ser atropelada.
Antônio gritou:

-   ‘’O que fazemos?”

Ao que responde José:

’Nada... “Pois não poderemos socorrê-la, já que estamos bêbados...”

Na mão da mulher havia um terço ensanguentado. Seus olhos arregalados tinham se fixado na direção de seus atropeladores...

No dia seguinte à ronda no cemitério os corpos dos policiais foram encontrados dentro de um abismo... O curioso é que na mão de cada um havia uma cruz...

                           Fatalidade? Ou...

Alda de Cássia 

sábado, 21 de novembro de 2020

Indicação de filme ; Irmão sol , Irmã lua

 Que belo filme: "Irmão Sol, irmã Lua", do diretor Franco Zeffirelli. O filme conta a história de Francisco de Assis, seus primeiros anos de vida. Ele procurou se libertar do apego material e foi em busca da união espiritual com o mundo.


O filme foi indicado ao Oscar. Foi escrito também por Zeffirelli. Um filme que é surpreendente. Emociona pela sua simplicidade e que encanta por ser bela a sua mensagem de amor.

Vale a pena assistir!

Vitória de Cássia