sábado, 9 de maio de 2020

Quando os pássaros cantam




Quando ouço o cantar dos pássaros fico a pensar: Será que eles sabem o que está acontecendo pelo mundo? Para uns devo estar ‘‘surtando’’ pensando assim, e para outros ‘’Ela é assim !!! Tudo é motivo para refletir ou contar história’’.

Pois bem vamos continuar na minha ‘’Divagação pelo tempo atemporal!’’. Tempo atemporal Alda? Sim digo de um tempo que parece que ‘’não existe’’ ele é ‘’fora da realidade’’. Nem nas maiores ‘’loucuras ‘’ de uma mente fértil seria possível imaginar uma pandemia tão devastadora que estamos vivendo com o coronavírus. Não é verdade?


Alguns dias a sensação é de ‘’perca do chão’’, outros de ‘’Isso vai passar’’ e bem raro ‘’Parece que não tem fim’’. Mas, isso vai passar...Vai ter fim...Vamos vencer juntos este momento ruim. Um cuida de todo e todos cuidam de si no meio de todos.

Ah! Quando os pássaros cantammmm...Não tem medo de cantar ??? Não tem medo de não conseguirem cantar??? Eles simplesmente cantam porque esse é a sua tarefa que aprenderam com os seus pais.


Sabe... Confesso...Existem dias que penso que ‘’não vou mais cantar’’ e em outros ‘’canto o meu melhor canto’’. Sim contraditório, mas neste mundo que estamos vivendo que um vírus devasta muitas vidas em segundos, não me resta acreditar que  tenho que continuar cantando.

Depois de enxugar às lágrimas... Cantar... Depois de sorrir... Cantar...Depois de um dia e de tantos outros...Cantar cantar  e cantar...Deus sabe que o ‘’nosso cantar’’... Sim, o meu e o seu devem ocupar o ‘’silêncio do desalento’’ que chega pela ‘’porta do fundo’’ e quer ‘‘puxar ‘’ a cadeira e sentar.            
         
 Pergunto a você: ’’Você vai continuar cantando? Bem, eu vou porque se Deus me deu o ‘’dom de cantar’’ porque Ele sabia que mesmo em dias difíceis o ‘’meu cantar’’ seria a vida que não quer deixar de cantar dentro de mim.

Alda de Cássia 
*Foto:Arquivo pessoal-Mangal das Garças

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Será que o poeta nasce poeta?


Bem, vou entrar nesse filosofar, mesmo sendo tão inexperiente neste universo das poesias. Até gosto de ler e fazer algumas, mas minha ‘’praia literária’’ são os contos.

Na verdade, somos todos poetas e poetisas amadores, principalmente quando nos apaixonamos pela vida e pelo outro. O nosso ‘’eu’’ fica ‘’povoado’’ e nosso ‘’universo pessoal’’ possui multicores.

 Quando faço "minhas buscativas" do meu ‘’eu’’, eu sempre o encontro "pintando um quadro’’...Oiêeeeee...Você ainda aí lendo ou não? (rs)

Não me leve a mal, mas a dúvida sempre me leva a transcender a imaginação, a romper com o lógico e a habitar meus pensamentos. Estou apaixonada? Sim, pela vida!Ainda não por alguém!Fui e voltei à vida.

Sim, mas como identificar um poeta? Vou dar uma dica... Observe sua amiga, seu colega de trabalho, um familiar ou uma pessoa na rua, neste caso duas.

Quando a pessoa está apaixonada, ela ‘’fala com os olhos’’, fica ‘’boba’’, sabe aquele que diz: ’’Ai, nem sei o que disse!’’. Na verdade, as palavras se perdem nas frases.Você sorri só de lembrar da pessoa.

Mas, sim... O poeta nasce poeta? Ainda não vou responder, mas vou colocar a resposta do meu cunhado Márcio, que é poeta e que disse assim:

Dentro do poeta
Quando ele nasce
Vem com uma semente
Que só germina
Quando ele sente
E então cria,
Recria,
Faz-se chama ardente,
Torna-se diferente.
Porque se frio,
É indiferente,
Não germina,
Não desaparece,
Porém não cresce!

Confesso... Não fiquei surpresa com a resposta, pois é bem pessoal e unilateral, pois as poesias a meu ver brotam dos pensamentos, que transbordam do coração e que transpiram em sentimentos.

O certo, é que o poeta tem um pé de razão e outro de emoção, uma mão de sentimento que aperta e outra que deixar ir, um olhar que transmite quase sua essência e um falar que rima em verso e prosa.

Sobre a pergunta se o poeta nasce poeta, minha resposta é: 

"Quando nos apaixonamos, nascemos naquele momento!"


Alda de Cássia 
Arte; Vitória de Cássia 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Estranhos no mesmo mundo - Uma reflexão sobre a Pandemia do coronavírus



O mundo mudou? Não !!! São as pessoas que mudaram neste mundo! Mudaram seu modo de olhar para o outro. Modo de pensar. De agir. De amar o seu próximo. De cuidar e de ser cuidado. De falar.De escutar.De compreender.De perdoar.De abraçar. De apertar as mãos. De prevenção e respeito à vida. 

Antes muitas pessoas nos finais de semanas saíam às ruas. Antes visitas aos pais e avós eram ‘’sagrados’’. Reuniões de famílias eram marcados com antecedência. Antes academias, shopping e cinemas eram partes das nossas rotinas...Agora...Quarentena...Isolamento social.

Tudo era motivo de reunião de amigos para comemorar: um batizado, uma aprovação no vestibular, um aniversário ou ‘’encontro de amigos’’. A medida de distância de um metro (1m) era usado na construção civil e nas medidas de plantas baixas do arquiteto ou medida de distância de um sofá a televisão.

Hoje... Um metro (1m) de distância entre duas pessoas é obrigatório. O que mudou? Toque no cotovelo...Era para dizer: ‘’Tá com dor de cotovelo’’ (inveja). Esconder o nariz ou a boca...Era parte de uma fantasia de carnaval ou ensaio fotográfico. Lavar as mãos não era tão frequente. O álcool gel na bolsa...uma vez ou outra usado. Sabão e sabonete? Não era bons presentes e, hoje, um presente recebido com carinho e prova de cuidado e prevenção.

Sair sem máscaras nas ruas é ser estranho no mesmo mundo. Olhares de reprovação? Quem não as usam. Pensamentos de reflexão e questionamento: ‘’Cuido de você. Por que você não cuida de mim?

O "Fica em casa’’ que os pais falavam para os filhos para não sair de casa, agora é prova de amor dito ao outro como proteção. Nunca a nossa casa foi vista como ‘’lugar seguro e sagrado’’.Nunca ficar distante do outro na fila do supermercado foi ‘’regra’’  de sobrevivência. Isolamento social? O que era isso?

Delivery ? Ifood ? Live? O que era isso antes da Pandemia? Rezar pelo próximo para alguns só no final do ano em reunião de família ou um ‘’Pai Nosso’’ antes de cantar parabéns para o colega de trabalho. Agora...Um ato feito em cada canto do mundo.

Um vírus era apenas um vírus que poderia ser ‘’morto’’ em pouco tempo, e não ‘’matava’’ tantas pessoas em várias nações. Hoje... Um ‘’vírus’’, é devastador de vidas. Que ‘’mata’’ em poucos dias. Que ‘’bloqueia o ar’’ que ‘’mata’’ tirando o sopro da vida.

 Meu amigo, meu familiar, o amigo do meu amigo, o amigo do meu familiar. O médico da família, a enfermeira do posto de saúde, o vizinho da esquina... Acordamos sabendo que mais uma pessoa morreu. E dormimos sabendo que milhares morreram pelo mundo... Mortes, mortes e mortes que parecem infindáveis...Até quandooooooo ???

Infelizmente, um ''abismo'' se abriu no peito de quem perdeu o seu ente querido ou o seu amigo. O que dizer? O que pensar? O que falar? Como confortar? Como não pensar ''tenho que me cuidar mais''. Como não ligar  ou enviar mensagem para saber se o nosso amigo ou familiar adoecido está melhor? Como não ter receio de perder um amigo ou familiar por covid-19? Como? Como ? Como?

Oh Deus! Oh Pai! Dai-nos força para não sucumbir ao desespero. Dai-nos, o aumento da nossa fé para não deixar de acreditar que ‘’Isso vai passar’’. Dai-nos coragem para não ser refém do medo. Dai-nos o Teu amor que transborde dentro de nós para cumprirmos a nossa missão, e, se cairmos no ‘’abismo da desesperança’’... Segura em nossas mãos bem forte e dai-nos a tua graça para que juntos possamos dar aquele abraço de gratidão pela vida do outro e da minha quando tudo acabar.

Que o sol volte a brilhar ''dentro da nossa vida''. Que possamos respirar sem máscaras. Que possamos aprender com tantas lições que vamos aprender após a pandemia. Que possamos abraçar, apertar as mãos sem medo.

Isso vai passar!!!!

Alda de Cássia
Foto:Arquivo pessoal-Estação das Docas 

terça-feira, 5 de maio de 2020

Hora da brincadeira


Na revista ‘’Segredos da Mente’’, encontrei um artigo bem interessante: ‘’É hora de brincar’’, texto de Isabelle Hoffmann e com as artes de Caroline Gomes da editora Alto Astral.

Fala sobre a importância dos jogos e brincadeiras na estimulação cognitiva das crianças, principalmente na concentração e no pensamento lógico.Segundo Isabelle, os jogos e brincadeiras vão além de lazer e diversão, já que despertam habilidades nas crianças: raciocínio lógico e abstrato, atenção, memória e concentração.

Na verdade, segundo a psicóloga Luciena Boschi, os jogos e brincadeiras contribuem para o desenvolvimento das habilidades e da capacidade de resolução de problemas também, nos estudos, por exemplo.

Pois é, já existem escolas que utilizam jogos como estratégias de aprendizado e com bons resultados, tanto nas ‘’notas’’ como na interação entre os alunos.
Você sabia que existem áreas do cérebro que são favorecidas com os jogos e brincadeiras? Não? É verdade! Aqui cito: Hemisférios esquerdo (raciocínio) , hemisfério direito (memorização) e lobo frontal (poder da comunicação).

Pois sim,eles estimulam a liberação de neurotransmissores, que auxiliam na concentração, raciocínio e aprendizado segundo Alexandre Crispi, que é macroeducador.

Então, o texto é rico de informações que deixa claro a importância dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento cognitivo, motor e emocional das crianças além de mostrar os riscos exagerados dos videogames e escolas que usam a metodologia’’ Mente Inovadora’’.

Alda de Cássia 

*Imagem: Região News

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Dica de filme na quarentena: Homem-Formiga

* Imagem*
O filme é um presente para quem gosta de aventura em quadrinhos. Mais um personagem criado pelos Estúdios Marvel!

O Homem-Formiga é o mais novo integrante da equipe dos ‘’Vingadores’’.Um personagem que possui o poder de ficar pequeno igual a uma formiga e que foi escolhido pela sua habilidade de invadir lugares de segurança máxima.

O destino da Humanidade está em jogo. Por isso, o Dr.Hank Pyn selecionou este habilidoso’’fora da lei’’ para participar dessa aventura alucinante.

 Vitória  de Cássia 

domingo, 3 de maio de 2020

Dica de leitura:Os Simpsons e a Filosofia


Fiquei surpresa em descobrir em minhas buscas literárias um livro sobre a série "Os Simpsons’’ e mais ainda, quando descobri que a Filosofia está envolvida na história. (rs) 

O livro é uma coletânea do professor de Filosofia Willian Irwin, que originou o gênero de livros ‘’Filosofia e Cultura Popular; Mark T.Conard, que é Ph.D em Filosofia, escritor de ficção, filosofo  e toca em uma Banda de Blues; e Aeon J.Skoble que também é editor e professor de Filosofia.

O livro é dividido em 4 partes: Parte 1  que fala sobre os personagens relacionando-os com grandes filósofos como Aristóteles e Nietzsche por exemplo: ‘’Homer e Aristóteles’’, de Hja Halwani  e  ‘’ Assim falava Bart: Nietzsche e as virtudes de ser mau’’ de Mark T.Conard.

A segunda parte fala sobre ‘’Tema de Os Simpsons", cito entre eles: ‘’Os Simpsons e alusão; ‘’O pior ensaio já escrito’’, de William Irwin e J.R.Lombardo; e ‘’ Parodia Popular: Os Simpsons e o filme policial’’, de Deborah Knight.

É possível encontrar na terceira parte: ‘’O mundo moral da família Simpsons: Uma perspectiva Kantiana ‘’de James Lawler e ‘’A função da ficção: o valor heurístico de Homer’’, de Jennifer L. McMahon.

E, finalmente, a quarta parte onde encontramos: "Os Simpsons e os filósofos". Ah! Quase esqueço que existe um ‘’Guia de episódios das temporadas, que começa na 1ª Temporada, que vai de 1989-1990, até a 12ª Temporada de 2000-2001 e um ‘’Baseado em ideias’’, que cita os grandes filósofos e pensadores de todos os tempos.

Enfim, gostaria de falar de um tema especifico, mas não seria justo desmerecer o texto de um autor, para citar um só, por isso, faço um convite à leitura na íntegra e só para não dizer que não deixei nada ‘’no ar’’, quero partilhar que o ‘’Bart Simpsons’’ sabe sim, que suas atitudes são erradas. Sim, daquelas ‘’não-estou-nem-aí’’ e que tem muito do caráter do pai Homer.

Dica de leitura!

Alda de Cássia

sábado, 2 de maio de 2020

Dica de filme: Tempos Modernos com Charlie Chaplin


Após ler o artigo na Revista Grande Temas do Conhecimento – Filosofia, da editora Mythos, sobre Charlie Chaplin, considerado um dos grandes nomes da indústria cinematográfica, fui assistir ao filme: ‘’Tempos Modernos’’. Foi incrível a experiência!

Sabe por quê? Porque fiquei interessada em ver as cenas analisadas no texto, já que a pesquisa, análise e reflexão foram tão bem elaboradas e acessíveis, que me inspiraram a rever este grande clássico lançado em 1936.


O filme começa com imagens de porcos inquietos, seguida de homens andando apressados e, por fim, homens trabalhando na fábrica. A sirene toca e a batida no ponto é obrigatória.

Logo em seguida mostra o empregador lendo o jornal, jogando o seu jogo sobre a mesa, tomando remédio e vendo os empregados, trabalhando. Já os empregados são mostrados trabalhando, cada um em sua função. O trabalho é repetitivo, o apertar, bater e amassar peças que passam por uma esteira.

O trabalho era mecânico e repetitivo, mostrando também que a jornada de trabalho era desrespeitada. Em uma cena ele (Carlitos), foi ao banheiro, e lá o dono da fábrica apareceu em um telão mandando-o voltar ao trabalho.

O que o filme também quer retratar são as doenças ocupacionais daquela época, que levavam os trabalhadores a sofrer ‘’colapso nervoso’’, tanto que Carlitos após um exaustivo dia de trabalho começa a apertar botões onde vê, até na saia da secretária do dono da fábrica.

Ele, por sinal, é internado em um hospital devido a essa situação e ao voltar a fabrica, havia sido fechada. Mas o filme segue! O texto da revista mostrou todo esse contexto, assim como a vida deste grande mestre do cinema, uma lenda que renasce quando seus filmes são exibidos, seja em praça pública ou na tela de um noite em nossas casas.

Super indicação de filme!

Alda de Cássia