sexta-feira, 20 de novembro de 2020

A beleza que rotula

 


Desde pequenas ouvíamos que meninos brincam com carrinhos e meninas com as suas bonecas. Nossos pais nunca foram radicais. Brincávamos com bonecas e carrinhos. Empinávamos ‘’pipa’’ e jogávamos futebol... Eu era atacante, a ‘’mana abençoada’’ dava uma de goleira!(rs)

Subíamos em árvores, muro, em cima de motos. Enfim, éramos muito ‘‘danadas’’, mas tínhamos os nossos limites.Quando nossa mãe ‘’olhava’’ saíamos de fininhooo...Ou quando ela dizia aquela frase:’’Vou contar para o pai de vocês!’’... Era uma correria e dizíamos quase em coro: ‘’Não mãe, a gente não faz mais’’!(rs).

A sociedade, ou melhor, alguns pais, criam seus filhos cheios de preconceitos... Pre e Conceito! Por isso, muitos jovens não possuem identidade própria, confusos em suas escolhas e atitudes diante do outro e de si.

Dias desses, uma funcionária do hospital em que trabalho falou: ’’Gosto muito de maquiagem, mas não as uso, porque tenho essa cara de homem e quando passo fico com cara de traveca!’’.E começou a rir de si.

Meus argumentos não a convenceram do contrário. Sabe por quê? Porque, ela já se ‘’moldou’’ com padrões aceitos pela sociedade, em relação ‘’a beleza’’.

Lembro-me que, quando entrei na faculdade de Terapia Ocupacional, na turma de 1996, havia 5 homens e 25 mulheres,mas só 2 concluíram o curso, os meus amigos Cristiano e Jorge dois competentes terapeutas ocupacionais.Olhem que diziam que era curso só ‘’para mulheres’’...

Alda de Cássia 

Arte:Vitória de Cássia